Nem o mais otimista dos botafoguenses esperava: o Glorioso conquistou, neste domingo, a “Taça Guanabara”; a “Taça Guanabara” que para muitos vale pouco, mas que para vascaínos e botafoguenses seria um presente inestimável. Para os Vascaínos, porque a equipe de São Cristovão não levanta uma taça estadual desde 2004, e uma vitória confirmaria a volta do time de Roberto  ao cenário  principal do Futebol Brasileiro. Já a questão do Botafogo era mais existencial, ou seja, um crise interna que parecia tirar do time de General Severiano um dos postos de gigante do futebol nacional. Mas deixemos de prosa.

O Botafogo mais que mereceu o título: muitos podem não saber, mas o time da estrela solitária chegou à final com a melhor campanha dentre os times do Rio de Janeiro, 8 jogos, 7 vitórias e uma derrota; e sob o comando do mágico Joel Santana, a equipe alvinegra venceu tudo na Taça Guanabara. Mas maior do que o mérito de vencer o favorito Vasco da Gama, foi a vitória na semi-final contra o Flamengo; o Flamengo que precisava ”desesperadamente” vencer a primeira taça, para que no returno pudesse se dedicar exclusivamente à Taça Libertadores, não foi capaz que furar o esquema tático de Joel, mesmo com o ataque tão poderoso. O apático ataque do Vasco também não o fez.

Muita gente, muita gente mesmo elogia o ataque do Vasco por feitos que eles são realizaram. Phillipe Coutinho foi apático durante toda a Taça Guanabara, só jogou bem no segundo tempo do jogo contra o Botafogo, 6×0, ou seja, bateu em bêbado. Dodô, ex-jogador em atividade, não faz um pivô, não sai da área pra chutar uma bola, não ganha uma na cabeça, não dá um drible; tudo o que ele fez nessa TaçaGuanabara também foi bater em bêbados. O Carlos Alberto está fazendo o que sempre fez com a camisa do Vasco, e penso que ele é o menos culpado dessa apatia: ele dribla, tenta o passe em profundidade, a tabelinha; mas os outros dois não o acompanham. Não que eu esteja afirmando que o Vasco perdeu do Botafogo por causa da máxima do futebol quem não faz, leva. Muito pelo contrário, vejo o esquema tático perfeito de Joel, não que ele tenha feito grande coisa, mas não precisa de muito talento para criar um esquema tático que pare esse fraco ataque do Vasco.

No mais, quem vence é o Futebol. Mais uma surpresa, mais uma virada histórica, mais um renascimento de um grande. Joel leva a campo outra máxima, que parece dar certo contra seus rivais: quem não leva, faz.

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Amanhã, às 17:01, acontecerá, no Maracanã, a “grande” final da “Taça” Guanabara. Vasco e Botafogo se enfrentam, e o público espera equilíbrio. De um lado o time acertadinho do Vasco, com boa campanha na fase de grupos da competição e mais do que vitorioso na última partida contra o Botafogo. Do outro, o Botafogo, que depois da vitória sobre o ”todo poderoso” Flamengo assume, para alguns críticos inclinados para o misticismo, ares de favorito. Sendo minimamente racional, se existe algum favorito para amanhã, esse algum é o Vasco: não só pelos 6×0 na fase de grupos, mas muito mais por possuir um melhor elenco e um treinador que já sabe o que fazer. Joel Santana é o homem do acaso, dois raios não caem no mesmo lugar, nunca. Se o Botafogo sair campeão vai ser muito mais pelo talento de Herreira e El Louco aliado à incompetência evidente da zaga do Vasco; mas aí vem o “X” da questão: se o Botafogo possui um ataque que pode desequilibrar, e o Vasco uma defesa que pode entregar, a recíproca é verdadeira. Se o ataque do “Glorioso” pode fazer a diferença, o do Vasco muito mais. Se a zaga do Vasco pode entregar o ouro, a do Botafogo muito mais. Portanto, sem que nada estranho ocorra, o Vasco sai amanhã de campo com a “Taça” nas mãos.

Agora falemos de história. O Clássico Vasco x Botafogo é marcado pela constante vitória do time mais forte; raramente há surpresas. Quando o Botafogo está em melhor fase, dá Botafogo, às vezes por goleada. Quando o Vasco está melhor, dá Vasco, quase sempre por goleada. Quando os times estão iguais, vemos alguns empates ou vitórias suadas. Até mesmo em 2009, ano em que os dois times estavam num patamar muito parecido, duas goleadas marcaram o confronto: mas uma para cada lado. 2010, o Vasco está superior, não parece estar, logo, a razão aponta, para o time vascaíno, que tem um retrospecto maravilhoso em jogos contra o Botafogo (Claro, pois a fase do Vasco é quase sempre melhor… E isso não é muito difícil, é quase uma regra).

Esse não foi um post de torcedor, muito pelo contrário, estou primando pela razão enquanto alguns se refugiam na mágica barata de Joel Santana. Se e Botafogo ganhar, repito, mérito para os jogadores, para o Joel e esporro para o time do Vasco. Já que perder para esse time do Botafogo… É brincadeira!

Goleadas que marcaram o confronto Vasco x Botafogo

Campeonato Carioca 2001 (Vasco 7×0 Botafogo)

Campeonato Brasileiro 2004 (Vasco 4×0 Botafogo)

Campeonato Brasileiro 2007 (Botafogo 4×0 Vasco)

Campetonato Carioca 2009 (Vasco 4×1 Botafogo/ Botafogo 4×0 Vasco)

Campeonato Carioca 2010 (Botafogo 0x6 Vasco)

Nessa quarta-feira de cinzas (e não me pergunte o porquê), Flamengo e Botafogo se enfrentam para decidir quem duelará com o Vasco da Gama na finalíssima da Taça Guanabara 2010. São dois extremos, no papel e na prática: o flamengo tem um time forte, com a base sólida do esquadrão que conquistou o título brasileiro no ano passado; e conta ainda com o reforço de um dos melhores atacantes do futebol brasileiro, o Lovinho. O time não se apresentou bem durante a Taça Guanabara, principalmente sua zaga, mas o peso de Adriano, Love e Petkovic parece capaz de assustar qualquer adversário; se engoliu o Fluminense, o que não fará com o bichinho arredio chamado Botafogo? É, o Botafogo. Tão empolgado, coitado, no começo do ano, com a chegada de Herrera, Marcelo Cordeiro e El insano Abreu. Começou o campeonato carioca contra o Macaé, e os 3×2 conquistados enganaram a razão do torcedor botafoguense, que mais tarde queimaria camisa ao ver a goleada de 6×0 para o ”arrumadinho” Vasco da Gama. O Botafogo sofre uma crise de ”timepequenismo” que já dura 14 anos. Nem em 2007, tempo em que jogava o melhor futebol no Brasil, essa crise se escondeu; muito pelo contrário: apareceu na hora “H” e tirou o time de General Severiano da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Os próprios botafoguenses vêem uma vitória quarta-feira como milagre. Apenas uma retranca muito bem elaborada pelo ”estrategista” Joel Santana, e o oportunismo de El louco e Herreira, serão capazes de deter a fúria do Campeão Brasileiro. Torcedores do Vasco já estão amedrontados com o jogo de Domingo (contra o Flamengo). A eles eu digo: Se acalmem! A superioridade do Flamengo é evidente, mas eu não tenho 100% de confiança na vitória rubro-negra; tenho uns 70%. E 30%, cá entre nós, é coisa à beça. Não é apenas uma questão fanática de torcer contra o maior rival, nem tenho muito disso. É apenas uma questão de dados passados, gente! Vamos lembrar: Quantas vezes, com o elenco bem mais fraco, o time do flamengo conseguiu derrotar o Vasco numa final de campeonato carioca? Não foram poucas. O Fluminense, em 1999 e 2000, em tempos em que era apenas um time de segunda divisão, conseguia dar muito trabalho aos outros grandes do rio, inclusive eliminando o Vasco de Edmundo na Copa do Brasil, em pleno São Januário. Mais tarde, no mesmo ano, Fluminense, muito limitado, e o campeão Vasco realizaram uma batalha épica que terminou em 4×3 para o time da colina histórica. O Americano de Campos não vivia vencendo todo mundo? Vem me dizer que eles tinham mais elenco que Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense? E o Voltaço em 2005, jogando uma bola redondinho com um time composto de jogadores de talento comprovadamente duvidoso. Não. Futebol é dia.

E já que a quarta-feira não vai ser do Salgueiro; que vença a Estrela Solitária.

Vídeos do Post

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Fluminense elimina Vasco da Copa do Brasil de 2000

Botafogo 3×0 Flamengo em 2008 pela Semi-Final da Taça Rio de Janeiro